Simon Schwartzman
Sociologo, brasileiro e falso mineiro. Escreve sobre política, sociedade, ciência e tecnologia e educação
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A revolução das baratas (opens the original)
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“Estes jovens sem emprego nem profissão são parasitas como as baratas. Alguns viram jornalistas, outros viram ativistas de direitos humanos, e começam a atacar todo mundo”. Dita assim, mal traduzindo, pelo presidente da Corte Suprema da Índia, a frase provocou a reação de um blogueiro que disse que ele fazia parte, sim, desta juventude “secular, socialista, democrática e preguiçosa”, e convidou todos os jovens “desempregados, preguiçosos e viciados nas redes” como ele a que se unissem em um movi
Inteligência artificial na educação (opens the original)
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A professora passa um trabalho para casa, o aluno para pede ao Claude ou outro programa de inteligência artificial que faça para ele, e entrega tudo certinho e bem feito. A professora desconfia, manda fazer um trabalho semelhante em sala de aula, e ele não consegue. Conclusão: com a inteligência artificial as pessoas podem até ficar mais espertas, mas ficam mais burras, aprendem menos. Certo?Não necessariamente. Antigamente, para fazer multiplicações, era necessário saber de cor a taboada, e, pa
Antônio Cesar Buainain: o risco de avaliar (opens the original)
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A avaliação que o Secretário não contratariaHá alguns anos, depois de apresentar uma metodologia e os resultados de uma avaliação de políticas públicas em uma reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), recebi de uma das pessoas presentes um comentário tão elogioso quanto desconcertante. A apresentação havia sido muito boa, disse ela. A metodologia era rigorosa e abrangente, e os resultados objetivos levantavam questões importantes. Antes mesmo que meu ego
Nos ouvidos do Rei (opens the original)
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Com a aproximação das eleições de outubro, é curioso observar dois movimentos que parecem contraditórios. Por um lado, um sentimento generalizado de fatalismo. A polarização política, confirmada e reforçada pelas pesquisas de voto, indicam que estamos fadados a ter que escolher entre os candidatos menos ruins, responsáveis, cada qual à sua maneira, pela situação em que a maior parte do país se encontra, com a economia se arrastando, as contas pública fora de controle, a má qualidade das política
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