Rafael Caneca
🕰️ No ar: "Crônicas do Quase Nada" 🕰️ Pequenas histórias sem importância... Só que não. (Você pode pular o cadastro!)
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Passagem livre (opens the original)
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Genivaldo tinha uma teoria sobre o trânsito em Fortaleza, e essa teoria era a única coisa em que ele confiava cegamente, mais até do que na receita do médico do irmão. Ela dizia que ninguém, em hipótese nenhuma, buzina para uma ambulância. O sinal fechado não muda isso: a gente sobe na calçada, para no meio da Washington Soares às seis da tarde, faz qualquer coisa, mas não buzina nem atravessa na frente de uma ambulância.E isso ele sabe desde a infância, coisa que ficou grudada na sua mente já n
Rotina (opens the original)
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— Trabalho, casa, os meninos, a correria da vida, mil coisas juntas, tudo ao mesmo tempo agora! Aí me tira uma dúvida: como é que tu se organiza pra escrever?Rafael Caneca | Pacote de Textos é uma publicação apoiada pelos leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se uma assinatura gratuita ou paga.<input class="email-input" name="email" tabindex="-1"
Obrigado, ainda que você não saiba o motivo (opens the original)
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Dia desses, citei, pela enésima vez, o nome de uma professora de português que tive na sexta série numa conversa que não tinha nada a ver nem com português nem com a sexta série. Eu e uma amiga falávamos sobre qualquer outra coisa – se disser que lembro o assunto, vou estar mentindo –, e de repente lá estava eu explicando de novo que devo a ela (e a outros professores que a antecederam e sucederam) o gosto pela leitura e o amor pela escrita. Minha amiga me olhou com a paciência de quem já tinha
Zeeeeeeeeeetti! (opens the original)
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Quando criança, claro que eu sonhava em ser jogador de futebol. Mas, para além disso, também sonhava ser narrador. Cada defesa vinha seguida de um “Zeeeeeeeeeetti!” a plenos pulmões, acho que até o morador do bloco F do condomínio Jardim de Nazaré acordava com meus gritos (ele devia torcer para eu levar mais gols do que fazer defesas para, só assim, poder dormir um pouco mais na manhã de sábado).<a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!wI
A vida é boa? (opens the original)
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Existe uma frase que já virou clichê de autoajuda: seja grato pelo que você tem hoje, porque há dez (vinte?) anos você sonhava com isso. Ouvi essa sentença pela primeira vez ainda adolescente e jurei nunca vir a repeti-la a ninguém. Pois bem: assim como já alertei aos meus filhos que “vocês não são todo mundo” e que “na volta a gente compra”, aqui estou eu, prestes a repetir mais esse clichê depois de dois casos recentíssimos.Explico o caso do carro primeiro, porque, enfim, aconteceu primeiro. H
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