Fricções & filosofrestas
Espaço para exercitar a escrita de forma despretensiosa, salvar trechos de textos interessantes, dialogar com quem é de diálogo, e praticar o pensamento, antes de ele amadurecer - penso melhor enquanto escrevo.
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- Sep 30, 2026
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A direita acusa a esquerda do que faz (opens the original)
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Em 2018, quando passávamos pela experiência de ver pela primeira vez um candidato fascista concorrendo à presidência do país, fui tomado de um grande desespero, tal qual 40% da população nacional. Além de perceber que qualquer laivo de institucionalidade se esvaía a cada vez que ligávamos a TV ou entrávamos num site de notícias, e que não podíamos fazer muito para mudar o rumo da tragédia anunciada cotidianamente, havia um motivo bem particular também para a minha agonia: trabalhava numa produto
O ódio como razão fascista (opens the original)
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Um tema que vem se repetindo com frequência, há já eleições, é a violência do comportamento dos partidários do candidato fascista à presidência do país. Enquanto o pessoal à esquerda promove carnavais, festas, encontros alegres, os do outro lado espumam de raiva, se acinzentam de tristeza, morrem por dentro, mesmo que ainda caminhem pelas ruas.Essa agressividade, tenho uma teoria, é a forma encontrada pela extrema-direita para “acordar” algumas pessoas. Há uma dessensibilização geral da sociedad
Não podemos achar que já perdemos (opens the original)
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Em 1989, quando o Brasil votaria novamente de forma direta para presidente depois de 40 longos, sangrentos e tortuosos anos, a Globo colocou no ar uma novela esquisita no horário das 19h: Que rei sou eu? Tão esquisita que, entre outras coisas, tinha Antônio Abujamra, Chico Anysio, Jorge Dória e Teresa Rachel no elenco, e ainda com uma participação especial da Dercy Gonçalves.Na obra, um reino fictício servia como cenário para se parodiar abertamente os conflitos político-sociais brasileiros. Seu
A dúvida como ação (opens the original)
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Estávamos passando pela estação São Cristóvão ou Maracanã quando Marcéli me falou sobre a ideia de colocar sua personagem num aeroporto esperando Hamlet. Ela escrevia uma peça havia algum tempo e queria terminar a obra para conseguir aproveitar umas datas em um teatro no Leblon. Estávamos num trem, indo para Madureira, para a Flup. O trem que ela pega sempre para ir para Nova Iguaçu, para dar aulas de teatro, na cidade onde nós dois crescemos, mas de onde eu não a conhecia.Ela foi a primeira pes
Correspondência não é causalidade (opens the original)
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Memórias póstumas de Brás Cubas é provavelmente o livro que mais reli na vida. Como toda grande arte, a cada visita, a novelinha se revela uma nova obra, com diferentes enfoques, alguns ângulos escondidos anteriormente, uma história que não conhecia e se mostra de forma inédita.Subscreva agoraNa primeiríssima vez que o li, ainda muito ingênuo das coisas da vida — ainda mais das coisas da literatura — não entendi muito bem o Brás C
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