Coisas e Causos
Ensaios sobre fenômenos sociais, reflexões sobre a existência e, às vezes, apenas falação sem rumo
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- Sep 24, 2026
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Carta aberta à graduação e quem eu deveria ter sido (opens the original)
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Eu não sei como ou quando aconteceu, mas parece ser genético. A última coisa que eu ouvi antes de começar a escrever esse texto foi Yelena, a Viúva Negra, falando para seu pai o quão sozinha ela está e a vulnerabilidade na voz dela, mesmo que seja atuação, bateu em mim como um soco no nariz. Já tive essa conversa algumas vezes com a minha mãe, várias ao longo da vida, foram ficando cada vez mais silenciosas com o tempo. Nesses momentos, como agora, não consigo explicar o conforto que a melancoli
Aos poucos, o Feminismo vai de "liberdade de expressão" (opens the original)
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No lugar de “liberdade de expressão”, muito utilizada pela direita como base para justificar discursos preconceituosos e de ódio com um leve apoio da justiça, o termo aqui é “livre arbítrio”, “escolha”. Mulheres são indivíduos em sua capacidade de tomar decisões por conta própria que dizem respeito a sua própria vida, mas como o Feminismo entra nessa história e porque o tal do livre arbítrio é tão problemático? Afinal, ninguém é obrigado a ser feminista, mas, antes de indivíduos, somos seres soc
A vergonha imposta sobre a mulher (opens the original)
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Wizard Liz, ou Lize Dzjabrailova, é uma criadora de conteúdo belga, imigrante, de desenvolvimento feminino que, em seus vídeos, ensina às mulheres as atitudes que elas devem ter para se sentirem mais seguras emocionalmente e quais atitudes masculinas não devem ser aceitas. Em outras palavras, ela valoriza mulheres para que elas não abaixem seus padrões e sejam vítimas de homens machistas. Diferente do movimento redpill, WizardLiz não diz que há um corrompimento inerentemente masculino e que deve
A Odisseia, misoginia e racismo (opens the original)
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Emily Wilson, a primeira tradutora mulher dos poemas homéricos, passou, recentemente, por um gostinho da vida de celebridade: após utilizar suas décadas de estudo para criticar a adaptação de Christopher Nolan na London Review of Books, está sendo criticada de todas as formas machistas que a grande área dos estudos clássicos é capaz de imaginar. Ao se perguntar o que dá a ela o direito de criticar o filme, uma vez que ela não é uma crítica de cinema e sim uma intelectual classicista, devem
Então você acha que entende de Feminismo? (opens the original)
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Na adolescência, eu cheguei à conclusão que eu não me sentia mulher suficiente e demorou muito tempo para eu conseguir entender o porquê. Quando me tornei adulta, reparei melhor a cultura ao meu redor, como indivíduo, e entendi o que eu pensava que era ser mulher. Eu tinha amigas mais delicadas do que eu, mais bonitas do que eu, que namoravam homens com maior frequência do que eu, que eram boas na vida doméstica e tinham vozes bonitas que atraíam atenção, usavam maquiagem e pareciam bonecas. Cre
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