Cartas Ordinárias
Sobre amor, prazer, luto, maternidade e os desafios de existir em um mundo que cerceia mulheres de seus desejos. Um retrato de palavras honesto, intenso e contraditório sobre criar vínculos que despertem afeto, tesão e espaço para ser quem somos.
- Indexed issues, last 90 days
- 5
- Latest publication
- Sep 17, 2026
- Audience
- Checking…
- Earliest in this view
- Jul 9, 2026
Latest issues
Mensagem #57 (opens the original)
Read excerpt
Tô na varanda, tá um escuro ótimo. Começaria te beijando aqui mesmo. Você sentado, de frente pra mim, me dá um beijo longo, devagar. Eu, em pé. A gente fica da mesma altura assim, né? Sua língua na minha, sua mão na minha nuca. Sua outra mão na minha perna, num vai e vem, cada vez se aproximando mais da parte interna da minha coxa.Tudo muito lento, acordando cada parte, deixando as sensações serem sentidas ao máximo, sem preocupação em chegar a lugar nenhum.Você se aproxima mais, beija mais fort
O Ministério da Saúde adverte #56 (opens the original)
Read excerpt
O cigarro é um malUm por diaNem sempre mas quase sempreNão queria que fosseÉ como se o inebriar desativasse doresOu ajudasse a colocá-las pra fora junto com a fumaçaUm pouco por vezPra quem sabe um diaOutras coisas preencham (com saúde)Felicidade momentâneaPrazeres fúteisPrazeres duradouros? (quais?)Amores de todas as formas<
O dia fora do tempo #55 (opens the original)
Read excerpt
Entre o mar e o entardecerAlga marinha vá na maresiaBuscar ali um cheiro de azul(Azul, Djavan)Não sei se existe uma letra que traga tantos sentidos e percepções diferentes sobre o mundo com tanta poesia do que essa música do Djavan.
Não me diga que o tempo cura #54 (opens the original)
Read excerpt
Nunca tinha tido problemas com sono. Dormia, sonhava, descansava.Até que o quarto virou só meu.Costumava pegar no sono ouvindo o som das teclas do computador porque era a hora que ela mais usava. Meu ruído branco, ou seria brando?Agora, eu precisava puxar a cama debaixo? Ou deveria dormir na dela para sentir seu cheiro, encontrar um fio de cabelo da roupa ainda não lavada?As constantes mudan&#
Carta de intenção ao curso Maternidade e Colonialidade de 2024 #53 (opens the original)
Read excerpt
Sou nascida e criada em Campo Grande, periferia do Rio de Janeiro, e doutora em Planejamento Urbano e Regional. Até me senti privilegiada no meu instituto porque tive seis meses de licença-maternidade. A cobrança, no entanto, começava dentro de mim mesma. E o sonho de terminar o doutorado e ser mãe virou um pesadelo quando o elemento pandemia entrou na equação. Foram meses desesperadores.Se antes eu já me questionava de onde iria tirar a originalidade, tanto prezada numa tese, nesse período tene
Publishing over time
Last 90 days. Choose a month to open its work.
Recurring subjects
Named in the text we hold. One piece can cover several.
Audience
No verified audience measurement yet.
About this data
Counts cover the work we have indexed. Tone needs enough text and a confident classification. Excerpts and episode notes are not full articles or transcripts.
Identity or attribution wrong? Suggest a correction.