Ana Claudino
Sobre autoestima, lesbianidades, comportamento, política e o que mais vier na minha mente.
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- Sep 21, 2026
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Lésbica negra e câmara de eco: como reconhecer as vozes que aprendemos a chamar de nossas? (opens the original)
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Tenho pensado muito sobre as vozes que continuam falando mesmo quando ninguém está dizendo nada.Aquela frase que alguém repetiu durante a nossa infância.Um comentário sobre o nosso corpo.Uma ideia sobre o tipo de trabalho que deveríamos ter.O jeito certo de construir uma família.A idade em que já deveríamos ter conquistado alguma coisa.A maneira considerada aceitável de amar.O comportamento que esperavam de uma menina.O comport
Lésbica negra: Pilar Ternera, Pombagira e as mulheres que existem para além das regras impostas (opens the original)
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Há mulheres que passam uma vida inteira tentando caber.Cabem na família.Cabem no trabalho.Cabem na expectativa dos outros.Cabem naquilo que disseram que uma mulher deveria ser.E há outras que, por alguma razão, parecem existir sempre um pouco para fora da moldura.Pilar Ternera é uma dessas mulheres.<a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!j3hk!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazon
Lésbica negra: o que Cem Anos de Solidão me ensinou sobre memória, identidade e quem eu ainda sou (opens the original)
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Há algum tempo venho pensando na estranha sensação de olhar para trás e sentir saudade de uma pessoa que, tecnicamente, ainda sou eu.Não necessariamente porque aquela versão de mim fosse mais feliz. Nem porque tudo fosse melhor antes.Mas porque havia coisas nela que eu reconhecia com mais facilidade.Um jeito de estar no mundo. Uma disposição. Certas vontades. Sonhos que ocupavam mais espaço. Uma forma específica de imaginar o futuro.A vida acontece e a gente muda.Às vezes escolhe a
Lésbica negra: o que as orixás femininas me ensinam sobre existir (opens the original)
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Durante muito tempo, disseram que mulheres negras eram fortes.Quase nunca perguntaram se essa força doía.A força foi colocada sobre nossos ombros como elogio, mas também como destino. Como se uma mulher negra fosse naturalmente capaz de suportar tudo: o trabalho excessivo, o abandono, a solidão, o racismo, as responsabilidades da família, as urgências dos outros e as próprias feridas.<a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!9v2k!,f_auto,q_auto:go
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