A Sarcástica Gramática do Professor Debochara
Uma obra destinada a combater o dogmatismo, o fundamentalismo, as invencionices e as fake news do mundo da gramática.
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Fases da produção literária de Fernando Collor (1989–2019) (opens the original)
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Fernando Collor (1949– ) é um escritor e político brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Autor atípico, desenvolveu uma trajetória peculiar na história da literatura brasileira, distinguindo-se pela habilidade de transformar campanhas eleitorais, discursos presidenciais e debates políticos em peças de prosa marcadas pelo bacharelismo do século XIX, pelo purismo vocabular do início do século XX e por um gosto persistente pela palavra rara.Ao longo da carreira, Collor transitou por diferentes tend
O pequeno devocionário de Nossa Senhora das Questiúnculas Gramaticais (opens the original)
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Entre os inúmeros títulos conferidos à Virgem Maria que começaram a se difundir a partir da Baixa Idade Média, o mais curioso parece um tanto esquecido: aquele que se refere ao seu poder de resolver todo tipo de querela gramatical.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Seu culto teria surgido quando os evangelistas São Mateus, de grego mais cuidado, e São Marcos, de grego mais rústico, divergiram sobre a forma do imperativo empregada pelo anjo diante do túmulo vazio: Mateus escreveu o inequívoco plural grego ‘ἴδετ^
Era Adolf Hitler um grammar nazi? (opens the original)
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Hitler pregava a pureza... mas não a linguística. Em Mein Kampf, atribuiu seu desempenho escolar ao desinteresse pelas matérias que julgava inúteis e preferiu recordar aquelas em que dizia se destacar. Tempos depois, chegou a falar em “notas escolares ruins em alemão”, mas apenas para atacar o professor, chamando-o de “idiota”, “incompetente” e “imbecil”, indignado com a previsão do mestre de que jamais aprenderia a escrever corretamente uma carta. E talvez nisso o professor tivesse razão.O fato
A tradição é inevitável, mas a mudança linguística é mais inevitável ainda (opens the original)
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Nas últimas décadas, diversas traduções modernas da Bíblia em português brasileiro começaram a deixar de usar regularmente o pronome “vós” e boa parte do paradigma ligado a ele, como “vos”, “vosso” e “convosco”, substituindo essas formas por “vocês”, “a vocês”, “de vocês” e “com vocês”. E não foi apenas “troca de palavra”: foi a adaptação de todo um sistema de tratamento – com seus pronomes, possessivos e formas de concordância verbal – à
“Quem tem boca vai a Roma”: um provérbio vítima da ambiguidade homofônica (opens the original)
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